terça-feira, 31 de maio de 2016

Um Espírito e uma Verdade para o Adorador


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A busca tamanha de cada ser adorador de encantar os olhos, ouvidos e mentes de quem os criou perpassa pelos caminhos do coração, dos contornos envoltos às emoções, sentimentos, necessidade de expressar contentamentos, gratidões, frustrações e seus pedidos diante do Deus Supremo.

Quando entendemos diante mão que a verdadeira adoração não está atrelada simplesmente ao fato de tocarmos o último hit lançado numa rádio, supostamente cristã, ou até um “estilo” musical moderno, arrojado, então entendemos também que uma verdadeira adoração precisa ser muito mais ampla, algo que emerge do coração contrito, necessitado de permanecer direta e suficientemente com seu Deus.

Nos eximirmos de nós mesmos, com um espírito “desarmado”, “desnudado”, “desmascarado”, certamente nos levará à um começo de intimidade juntamente com Deus. Ao despojarmos aquilo que somos de fato, diante de Deus, estaremos então quase prontos para entrar na Sua presença sem nenhum artifício cosmético.

Já vi pessoas de renome sugerirem uma adoração sem música. Achei interessante a ideia. Os cristãos de hoje, tem um desafio de permanecer diante de um Deus que tem se revelado pela profecia maior, Sua Palavra expressa, e em Jesus, porém, muitas vezes, os adoradores tem confundido a sua posição de se colocar diante do altar ao entenderem que há uma necessidade de explorar tudo aquilo que está por ai, em termo sonoros, manipulados e arquitetados por uma indústria cultural massificante, para um público pretensamente “adorador”.

Buscar a verdade incide a renúncia do próprio “gosto” musical ou litúrgico. Incide a possibilidade de esvaziamento total e “mergulhar” tão somente na pessoa da Trindade, com o coração contrito e cheio de amor pelas vidas e pelo Senhor das vidas, Jesus.

É Jesus que tem que dar o “tom”, a “sonoridade”, a “letra” para que nós possamos adora-lo da forma como Ele deseja que o fazemos.

Muitas vezes será o silencio. O vazio de sons. Onde somente o nosso espírito, com o D'Ele será o bastante, onde experimentaremos em toda a essência de Sua presença, em Espírito e em Verdade, de forma plena!

22/05/2016
Sérgio Carvalho


terça-feira, 18 de março de 2014

Não desistirei

Não é por sorte, mas por pura graça, estou aqui vislumbrando a criação, a família, o trabalho... admirando a forma como me tens presenteado. Um cuidado surreal, disposto, pelo que lhe é próprio. Por aqueles que Te amam, e amam a Tua lei.

Não é por sorte, mas por misericórdia, constato o cuidado que tens tido para cada milímetro que eu tenho percorrido, tens guardado os meus passos, olhado para os meus olhos, me desafiando por fé e amor.

Não é por acaso que dispensas à mim a Tua grandeza. Tua mercê me sustenta. E surpreendas-me com amor eterno.

Não é em vão perceber as obras de Tuas mãos sobre humanos. Sobre fiéis e ateus. Sobre pretos, pardos, brancos e amarelos. Todos estão diante de Ti. E prá Ti hão de prestar louvores....e contas!

Não me submeterei aos reinos deste mundo, sob as normas mais rudimentais e terrenas, passageiras. Apenas ao que deve ser 'de César', darei. Está de bom tamanho.

Não desistirei de percorrer Tua palavra. Prá não sofrer só. Prá não restar vergonhas, o opróbrio de rastros deixados pelo engodo, pela trilha da ilusão.

Não desistirei de Ti! Senhor meu!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Natal Providencial

A raça humana decaia
Como um cometa em pleno declínio
À se chocar com as duras rochas
Direto com a 'cara no chão'
Uma queda quase sem volta
Um voo em queda livre
Fez um abismo se abrir
Céus e terra como testemunha
Anjos, demônios, universo
Deus!

Pela desobediência dos ancestrais
Por um pecado só corroendo a alma
Dilacerando o caráter do homem
Ferindo coração, mente e honra do Criador

Deus!
Teve Deus O plano!
O plano de Deus-Criador
Redentor! 
Que providência tomou...

No tempo certo
Dividindo a história
Encarnou
Habitou entre nós
Se tornou como nós
Absolvendo para si
Transgressões, dilemas
Desvios, agressões nossa
Se tornando maldito...

Como filho da luz
Como filho da graça
Gerado do Espírito
Como homem vivendo
Criança em manjedoura
Adorada pelos magos
Estrelas brilhando seus caminhos

Homem de duras palavras
De boas ações
Aclamado pelos povos
Esperança maior e eterna!

Nome vivo, eterno, providencial!
Jesus, o Cristo de Deus!
De Nazaré para o mundo!
Refazendo o desfeito,
Religando a história,
Trazendo comunhão direta,
Fazendo-se cordeiro vivo
Pra nossa alegria e redenção.

Eis o natal.
Natal real!
Natal providencial!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Desculpas


                                           



Toda vez que aproxima o fim de ano é assim: me relembro com facilidade das promessas e planos que fiz no início do ano. 

Concluo que foram inversamente proporcionais as minhas investidas pra que eu tivesse sucesso e pudesse, ao final, contar àqueles que me cercam e me leem, da minha determinação em ter cumprido pelo menos a terça parte dos meus desejos.

Concluo também que sempre ao final, na hora de assentar num canto e enxugar o suor, fazer aquele balanço, aquela contabilidade, sempre vem junto as desculpas esfarrapadas, malcriadas mal elaboradas, jogando a culpa prá outrem, coisas, climas, ordenados, tempos, filhos, esposa, líderes, economia, saúde, etc. 

Concluo também que na maioria das vezes os meus sonhos não são tão legítimos assim... ou faltou a chancela determinada pelo Deus que creio me acompanhar. A legitimidade do Alto!

Concluo ainda na solvência natural que haviam naqueles propósitos. Eu, na minha santa ingenuidade, não estava contando com isso. As dificuldades viriam tranquilamente... claro que viriam! Mas, eu estava preparado para enfrentá-las?  Eu queria encará-las?

Eu devia ter considerado isso, dado um desconto. Afinal, eu tinha plena certeza que a minha fé estava 'inabalável', e era disso o que eu precisava...uma fé sem precedente, procedente do céu, vigorosa, inquestionável! E isso (eu achava) é o que bastava!

Concluo que faltou tato, fato, trato... Sobressai inato, incauto, imóvel, insatisfatório, sobressalente, desconfiado... com um 'da próxima vez.... ah, da próxima vez eu vou conseguir' martelando na cabeça.

Concluo que a certeza que eu preciso é confiar num senhorio superior, e divino, que me alcançe sem medida, que conheça as minhas inquietações e fragilidades, mas não se canse de mostrar-me aquela linha lá no horizonte, e que poderei alcançar meus sonhos, mas, sob a Palavra d'Ele, mais do que com o meu 'próprio esforço' (necessariamente)!

Então, que venha mais um ano de desafios, recomeços, honras, suores, desgastes, fé e vitórias!

 Amém!



A mensagem de fim de ano
que escrevi pra mim mesmo, mas
que sirva pra voce, meu leitor (a)!