terça-feira, 18 de junho de 2013

O Senhor que quero

Eu quero um Senhor que quando eu estiver sozinho, cansado, perdido que só
Achegue-se à mim e de maneira nenhuma Não Me deixes à ver navios
Não se incomoda e Me abraça
Não se acanhe de ser assim tão genial e original para comigo

Eu quero um Senhor que quando eu estiver em meio às multidões
Me olha, Me encara, Me examina, Me exorta
Não Se alegra com a minha indecisão
Antes Me encaminha, Me projeta (em tua luz) e Me proteja

Eu quero um Senhor que me ajude à ajudar meu próximo
Que reflitas sobre mim a Tua genuína e maravilhosa graça
Para que alcance os demais, em trevas
Que não retenhas sobre meus inimigos teu Filho-Redentor

Eu quero um Senhor que quando eu estiver retornando pro Teu seio
Me aceite de braços bem abertos
Me reconheça pelo que sou, ou tenho sido
Pelo meu amor, obras, palavras e arrependimentos

Eu quero um Senhor
O Senhor apenas
Senhor de honras
de paz,
 bondade e longânimo

Eu O quero...
E amo-Te
Assim
Pelo Teu grande
e excelso amor!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nem montes, nem templos (necessariamente)


É sempre assim. Nosso corpo, mente e espírito já estão condicionados. Fomos assim orientados. Basta que haja, ou não, a necessidade da busca pelo Eterno, lá estamos nós ‘determinando’ o lugar para que Ele se manifeste. Os templos já estão minimamente preparados e milimetricamente construídas estão as liturgias. Gostamos também de percorrer longas trilhas, aclives noite adentro para chegar aos montes. Mas, Ele está lá nos montes? Habita nos templos? Pode, precisa, deve estar? Dos montes vislumbramos toda a cidade enquanto dorme. Podemos estender nossos braços e interceder por ela, por todas as pessoas que ali habitam. Mas o que há de sagrado nos montes, nos tabernáculos, nos templos, em nossas reuniões solenes? O que há de tão mágico nos lugares onde ‘consagramos’ o lugar onde podemos encontrar com Deus.

Nada! Não há nenhuma magia ou encanto ‘especial’ que nos aguarde para que passe a ser um ambiente ‘mais santo’, longe do ‘ambiente mundano’. Ora, naqueles tijolos, paredes, tetos, vitrais, porcelanas e altares não há uma ‘unção’ especial e nem há nos campos uma ‘atmosfera’ mais sagrada, limpa e ‘ungida’ que nos fazem sentir ‘mais perto de Deus’. Devemos nos lembrar de que o que ‘faz’ e ‘deve fazer’ a diferença não são arquiteturas, nem arquétipos de santificação ‘materializada’. A diferença é o Espírito de Deus habitando em nós, seus verdadeiros templos, somos nós, juntos, imbuídos em torno de um só pensamento, pela busca, em espírito e em verdade pela genuína presença de Deus. Ele mesmo nos chamará, nos envolverá para adorá-Lo. Ele, pelo Filho e Espírito Santo se fará tão presente em nosso meio e há de promover as mudanças, as orações, as ações de graça, o amor mútuo, o perdão, o arrependimento, a reconciliação, os louvores, a comunhão.

Devemos-nos ‘desapegar’ da necessidade material que localidades devam ser a espinha dorsal dos nossos encontros e cerimoniais. Ou melhor, sem cerimoniais. Apeguemos-nos à vontade de Deus Pai que nos conforta e nos incita ao progresso da propagação do evangelho pleno, à exaltação ao Seu nome e anúncio da Boa Nova.

Aí sim, sejam nos templos, nos montes e tabernáculos. Nos porões, nas praças e rincões. Nos sertões, fazendas e lares. Seja em qualquer lugar. À tempo ou fora dele, estejamos unidos no amor sacrificial que nos remiu em tempo mais que oportuno para sermos luzeiros. Adoradores e Servos. Onde o 'onde' não é o principal!