segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O legado











Porque será que damos tanto valor, tanta importância ao legado que alguém próximo à nós deixou para as posteridades, alunos, herdeiros, filhos, simpatizantes, fãs?
No meio político então, isso é muito comum; os colegas fazem questão de reverberarem nas tribunas ou mídias de plantão, sobre o que o ente transportado deixou de tão importante. Se for celebridade então, os jornais buscam nos arquivos tudo sobre a pessoa, os telejornais, apressadamente, incluem em suas pautas, programas especiais, com direito à imagens de arquivo, depoimentos, links ao vivo e tudo o mais que favoreça o aumento de sua popularidade
Os exemplos citados têm certa legitimidade, tem enlevo e impacto social, tanta a influência e notoriedade marcada no ser humano. Alguns deixarão saudades pela forma, tamanho envolvimento e pré-disposição com as causas humanitárias, outros pela grandiosidade e contribuição de sua arte; esta engenhosa, dinâmica e enriquecedora, muitas vezes, sem sombra de dúvida. Ainda há aqueles que deixaram um legado científico, estudaram e ensinaram a arte da cura, o descobrimento e desenvolvimentos de remédios, terapias, que convenhamos, não é prá qualquer um.
Todos nós, na verdade, quando deixarmos esse mundo, com certeza, vamos ser questionados por aqueles que nos acompanharam em vida, e tentarão encontrar, na pessoa que fomos aquilo que mais os marcou, ensinou, influenciou, seja pro bem ou pro mal.
Não obstante as reconhecidas homenagens à estes prestadas, eu prefiro trazer o tema para um enfoque espiritual.
Eu acredito que o maior legado que podemos e devemos deixar para os nossos filhos, amigos, irmãos de fé, é a intimidade com Deus e o envolvimento com o seu reino e o amor ao próximo.
Quanto aos demais legados, estes não chegam à ser desprezíveis, mas com certeza, quase sempre não trarão frutos de vida eterna e nem mesmo para um crescimento espiritual. É mais pessoal do que qualquer outra coisa. Mais profissional e terreno. Uma "questão de honra", apenas isso, na maioria das vezes.
Prefiro pra mim um "invejável" e legítimo legado à sombra da cruz de Cristo, porque n'Ele posso ter realização plena.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fidelidade 100%, porque não?

Não resta dúvida que fidelidade é uma qualidade que todos nós esperamos  e até de certo modo cobramos de quem se propõe à um relacionamento conosco. E isso não é uma exclusividade das pessoas físicas não. As pessoas jurídicas chegam inclusive à testar se os seus clientes ou propensos clientes podem ser clientes potencialmente capazes de depositar confiança neles. Aos que vão "passando" no teste, novos patamares de preferências e vantagens são oferecidos à estes. É a fidelização... de clientes em curso!  Se há confiança entre ambos, e esta confiança é constantemente cultivada, então, quase que instantaneamente, as raízes tomam força e fazem permitir um sustento melhor, um renovo, uma satisfação, e reciprocidade.
E em relação ao divino, à Deus, como poderíamos mensurar esta relação? O Deus a quem chamamos de Senhor?!? Puxando para si a responsa, um amigo meu diz assim: "...os adesivos de carros e de caminhões que mais vejo dizem que Deus é fiel, mas me pergunto: e a nossa fidelidade em relação à Ele???". Ou seja, adoramos ouvir as promessas de Deus, meditar sobre elas, clamar e esperar por elas, mas quando invertemos o lado da moeda... não nos interessa mais saber... fugimos deste desafio... e vamos procurar outra coisa mais "divertida".
O Senhor é muito sábio quando diz que quem não se tornar como uma criança, não pode ver o reino dos céus. Explico porque...certa vez, meu filho mais novo, me flagrou elogiando uma  modelo num outdoor de loja de moda... Rispidamente disse-me ele, sem titubear: "Pai, o senhor está traindo a minha mãe!!!" A minha reação foi de espanto, ou um mix de ironia, humor e constrangimento.
Aquela situação me fez refletir o quão podemos ser e estar relapsos em relação à nossa fidelidade ao Senhor. Creio que sermos fiéis à Deus importa que entreguemos e nos desnudemos de toda superficialidade e religiosidade, o tanto quanto. A fidelidade que Deus espera de nós é algo como meu filho imaginava mesmo, uma vida integral e exclusivamente vivida prá Ele. Os louvores, os elogios somente ao Senhor! Ainda que temos defeitos, percalços, inconstâncias e pecados, o Senhor almeja de nós este envolvimento totalmente compromissado e sempre quando possível externado, expressado e publicado!
O relacionamento que Deus espera de nós não pode se resumir em ir à uma igreja, tornar-se membro dela, frequentá-la religiosamente, dominicalmente; entregar dízimos e ofertas pontualmente e matemáticamente bem calculadas. É muito mais que isso, é algo que parte de dentro prá fora. É uma relação de corpo-alma-espírito nosso, com o Espírito de Deus, Sua igreja, valores do reino, ainda que algumas coisas não se "encaixam" tão bem assim como gostaríamos, em relação à instituição física da igreja, e de amor ao nosso próximo e nem tão próximo assim. Pois bem: partimos então pro nosso alvo-possível, que é Cristo! Nosso exemplo maior de fidelidade ao Pai e ao próximo!