A busca tamanha de cada ser
adorador de encantar os olhos, ouvidos e mentes de quem os criou perpassa pelos
caminhos do coração, dos contornos envoltos às emoções, sentimentos,
necessidade de expressar contentamentos, gratidões, frustrações e seus pedidos
diante do Deus Supremo.
Quando entendemos diante mão que
a verdadeira adoração não está atrelada simplesmente ao fato de tocarmos o
último hit lançado numa rádio, supostamente cristã, ou até um “estilo” musical
moderno, arrojado, então entendemos também que uma verdadeira adoração precisa
ser muito mais ampla, algo que emerge do coração contrito, necessitado de
permanecer direta e suficientemente com seu Deus.
Nos eximirmos de nós mesmos, com
um espírito “desarmado”, “desnudado”, “desmascarado”, certamente nos levará à
um começo de intimidade juntamente com Deus. Ao despojarmos aquilo que somos de
fato, diante de Deus, estaremos então quase prontos para entrar na Sua presença
sem nenhum artifício cosmético.
Já vi pessoas de renome sugerirem
uma adoração sem música. Achei interessante a ideia. Os cristãos de hoje, tem
um desafio de permanecer diante de um Deus que tem se revelado pela profecia
maior, Sua Palavra expressa, e em Jesus, porém, muitas vezes, os adoradores tem
confundido a sua posição de se colocar diante do altar ao entenderem que há uma
necessidade de explorar tudo aquilo que está por ai, em termo sonoros,
manipulados e arquitetados por uma indústria cultural massificante, para um
público pretensamente “adorador”.
Buscar a verdade incide a
renúncia do próprio “gosto” musical ou litúrgico. Incide a possibilidade de
esvaziamento total e “mergulhar” tão somente na pessoa da Trindade, com o coração contrito e cheio de amor pelas vidas e pelo Senhor das
vidas, Jesus.
É Jesus que tem que dar o “tom”,
a “sonoridade”, a “letra” para que nós possamos adora-lo da forma como Ele
deseja que o fazemos.
Muitas vezes será o silencio. O
vazio de sons. Onde somente o nosso espírito, com o D'Ele será o bastante, onde
experimentaremos em toda a essência de Sua presença, em Espírito e em Verdade,
de forma plena!
22/05/2016
Sérgio Carvalho