terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sérgio Pimenta

Nem um momento só deixou-me o Seu olhar;
Nem quando eu dava dó, negou-me o Seu amar;
Nem quando me omiti,
Como se pudesse me esconder,
Nem mesmo quando não vi solução,
Negou-me o Seu perdão.
Negou-me Sua mão.



sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Logo de manhã


Foi nesta manhã. Bem cedinho. Deus transbordou seu rio de amor no meu ser. Foi inconfundível, emocionante e radiante a maneira como Sua graça permeou minhas entranhas. Palavras não haviam, muito poucas, a voz estava embargada. Mas foram palavras de gratidão que saíram, sem saber o porquê daquilo, foi maravilhoso. As lágrimas rolaram sem parar – mas não de tristeza, não de arrependimento, não por depressão, mas da visitação real do Senhor. Orei pra que aquilo não se apagasse dentro de mim, o reconhecimento, apenas o reconhecimento de ser amado por Deus, do privilégio de ser chamado filho de Deus e pertencer ao Seu reino. Quis eu contagear os outros em minha volta, não sabia como falar, melhor seria talvez deixar que a minha face ao vislumbrar o Senhor, falasse por si só. Ah quem me dera continuar mergulhando mais e mais neste Rio de Vida. Ah quem me dera esquecer das coisas deste mundo que tentam me envolver, enrolar e tirar da graça infinda de Deus. Me convencí de que não sou melhor do que ninguém, não mereço receber mais do que os outros e nem sou mais "santo" que meus irmãos e amigos. - Percebi porém que o que mais importa na vida é sentir o amor de Deus e saber que Ele detém o controle sobre as demais coisas, e que Deus por meio de Jesus nos instrui e nos mostra que vale à pena continuar, crer e descansar... prá isso às vezes, basta-nos a despreocupação dos passarinhos. Ah, quem me dera, Senhor ser como eles, pelo menos como um deles!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Adoração: um novo filão?

 







Sem querer ser saudosista - mas já o sendo... sou dos tempos em que o que mais importava ao ir para a igreja era estar, cantar e crescer juntos. Tudo era muito singelo, mas especial. Os cânticos, ou os chamados corinhos marcaram profundamente a nossa fé. Quem não gostava de cantar "vede cautelosamente vai um barquinho à vagar, e o vento que é o seu motor não o deixa parar..."? ou então numa época mais infantil ainda: "sou uma florzinha de Jesus..." e muitos outro clássicos... Quem disse que aquilo não era louvor? Estávamos felizes, éramos felizes, os crentinhos mais felizes da face da terra - em plena igreja Batista, ou Presbiteriana - isso era o de menos. Com o passar dos tempos, e com o advento da globalização, da abertura cultural - o meio evangélico não ficou de fora, assimilou e se "atualizou" também. Acontece que embutido nesta onda vieram os estilos - os especialistas. Especialista em louvor? Os papas da "Adoração"? - E me pergunto hoje: Isso é Adorar à Deus? Sinceramente não sei não. Acredito na sinceridade de muitos, acredito no talento de muitos, inclusive. Mas assim não dá! Não posso crer que querem que eu creia o ideal para que eu adore, exalte o nome de Deus eu faça assim ou assado. O que eu quero é adorar, é claro! Mas do jeito que o próprio Deus me inspire, à maneira que o próprio Espírito de Deus me leve. Creio que o louvor é livre, é espontâneo - mas se não for em espírito e em verdade não fluirá. - Este "em espírito e em verdade" não deve ser imposto - rotulado - ou esquematizado... Pode ser o hino "Castelo Forte" escrito por Mar­tinho Lut­hero em 1529, isso não importa. Pode o cântigo gravado pelo Ozéias de Paula, "Eram cem ovelhas", - ou até "Sou uma Florzinha" gravada de uma forma diferenciada pela Banda Resgate. Os ritmos, estilos e quantidade de instrumentos utilizados nas canções é que menos importa. Fico observando os especialistas em Adoração. Ou aqueles que batem no peito cheio e dizem "Ah o estilo da minha banda é Louvor e Adoração", ou os mais "seculares": "Que nada, Adoração é prá grupo de louvor de igreja, a nossa banda é Rock pro Senhor - louvor nós não "fazemos" É muito esquisito - e não posso pensar e nem tampouco aceitar ser esta A forma de se Adorar à Deus.
Há aqueles que se auto-entitulam também em "os ministros de louvor" que saem por aí fazendo conferências e "ditando" as normais essenciais, ou o "padrão" certo de se adorar. Isso é triste, é lamentável, mas fazer o que? O que importa prá Deus é o coração. - Onde está o coração? A minha boca cantará os teus louvores. - O que pode existir é muita palha no meio desta fogueira, muito joio misturado ao trigo da adoração e eu não quero é estar no meio desta onda. Não vou deixar esta onda me levar. As pessoas precisam se voltar à Deus - quanto mais simples melhor - quanto mais verdadeiro melhor - quanto mais no espírito melhor - quanto mais puro mais adoração vai ter. É isso! A coisa é muito mais simples do que imaginamos - e nem por isso vai deixar de ser adoração verdadeira, nem por isso vai ser frio, insuficiente, despadronizado. Não pretendo ser o supra-sumo dos que querem louvar - nem tenho tenho o "currículum" prá isso. Creio que devemos aprender de tudo um pouco e reter aquilo que é bom. Pensem nisso candidatos à adoração!