sábado, 17 de setembro de 2011

BRASILEIRAR, A ORIGEM


Nasci no final dos anos 60 e também criado na capital goiana. Apesar das grandes dificuldades econômicas que meus pais viviam, me lembro que por volta dos meus 4 ou 5 anos, lá em casa sempre tinha boa música, cantigas, poesias, danças e muita folia de reis. Esse ambiente sempre propício à criatividade e arte me favoreceu, e muito a minha formação musical e também autodidata. Tinha ainda os ‘corinhos’ da igreja batista que estava sempre na ‘ponta da língua’. Os cânticos da escola bíblica de férias mais recente estavam sempre em nossa boca, e em primeira mão. Era muito bom. Bom demais! Não posso me esquecer também dos hinos do cantor cristão, que sabíamos de cor e salteado. Havia até uma ‘boa’ disputa entre nós pra ver quem sabia mais hinos. Aliás, lá em casa, a gente fazia um culto completo, com liturgia, louvor, pregação, e ainda com direito às ‘ofertinhas’.

Nessa época, a televisão já fazia sucesso no Brasil. A TV que tínhamos era uma “Teleotto”, preto e branco e que pra selecionar um dos 4 canais que tinha disponível, era preciso torcer ‘com força’ um grande botão. Mas aquele aparelho ali, com certeza, iria modificar sobremaneira nosso dia, tornando-o muito mais interessante; se bem que, o que não faltavam nas ruas eram brincadeiras de tudo quanto é tipo. Foram aqueles cânticos da igreja e as telenovelas que formaram meus ‘ouvidos musicais’.

Perto dos meus 13 anos já começava a ‘arranhar’ violões alheios e aos 15 já estava compondo minha primeira canção: “Abri a janela”, cuja letra já denunciava o meu envolvimento e dependência do Deus da Bíblia. Vibrava com cada poesia, cada canção, cada acorde novo que aprendia. Participei bastante também dos festivais de música que, aliás, as igrejas não abriam mão de realizá-los. E, lá estava sempre eu, querendo mostrar, participar. Toquei também em diversos grupos musicais que surgiam na minha igreja. Até banda de rock cristão, como gostávamos de chamar, participei.

Foi num desses festivais que participei com uma canção a qual intitulei de “Brasileirar”, e para minha surpresa, ganhei um segundo lugar. “Brasileirar”, uma música com timbragens e ritmos bem brasileiros, e que ganhou uma letra que provocava a discussão e reflexão sobre os movimentos sociais, isso, em meados dos anos 80. Na época ardia nos corações da juventude brasileira uma incrível vontade de mudar, de denunciar, de ver o Brasil com a cara e alma limpa de injustiça e governantes corruptos. Mesmo que para isso tivessem que pintar a cara de verde e amarelo, e o ‘sete’ também.

Muitas outras canções também foram surgindo de forma muito espontânea, em casa, nos retiros, nas viagens missionárias. A criação fluía como nunca. Agora, com a oportunidade que tive de gravar várias daquelas músicas, escolhi então como título do trabalho: “Brasileirar”, por entender que depois de muitos anos, o Brasil ainda clama por justiça, tem sede de mudança, transformação de caráter de suas autoridades e também de seu povo. Por entender também que o cristianismo e toda a cultura que o cerca precisa de engajamento social, propondo sempre a reivindicação legítima, mas com equilíbrio e porque não, com a intermediação do poder do evangelho e da Palavra de Deus.

Sérgio Carvalho é membro da Igreja Presbiteriana da
Alvorada, em Brasília, e integrante do Ministério de
Louvor, está lançando seu primeiro Cd “Brasileirar”,
no próximo sábado, às 19h na IPA. O Cd estará à venda
ao preço único de R$ 15 reais.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Confraternização, Ralação e Louvor!



Pessoal, a gravação do áblum "Brasileirar" contou com a colaboração de representantes do ministério de louvor da IPA, minha comunidade de fé. Registro aqui bons momentos de muita descontração, ao final de uma seção de  gravação vocal das  faixas  "Canto da Terra" (sambinha de louvor) e  "Coração Quebrantado".  Muito honrado com a participação dessa galera viu! Obrigado à todos! Aproveito também para avisá-los do lançamento do cd, que será em 24 de Setembro de 2011, no templo da Igreja Presbiteriana Alvorada - 409/410 Norte. Mais prá frente posto novas informações à respeito!


Thalyta, Naara e Misael depois de soltar o gógó!

Thalyta, Nilsa, Joacy, Juliana, Misael e Eu! Satisfação!


Participação do Rômulo Careca em várias faixas do CD: talento e dedicação, valeu Broh!

 
Meu produtor, Ronan Barros, eu e o  Rômulo Careca, ao término de
uma longa sessão de gravação de bateria... cansativa, mas muito produtiva!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Aprendendo com o Zé do Brasil


Muito para dizer sobre a morte do Zé Alencar. Quando soube da trágica notícia de 29 de marco de 2011, parece que o Brasil inteiro foi tomado por uma só emoção, um só coração, um só sofrimento, . Isso porque o Brasil inteiro também, por meio dos seus ilustres e menos ilustres brasileiros torciam pela recuperação e ensejavam dia a dia, à pequenos passos, à conta-gotas, a recuperação de um dos seus mais ilustres e notáveis brasileiros. De origem muito humilde, mas de um histórico de superação e sucesso ao mesmo tempo. Mas porque será que o brasileiro se comove tanto assim com o Alencar? Porque as pessoas ficaram ligadas e antenadas nos veículos de comunicação, só para ficar sabendo as novidades sobre o Zé Alencar?
É muito mais simples que pensamos: o povo se identificou plena e irrestrita com a personalidade do homem, com seu caráter e até mesmo com os seus mais compreensíveis desvios. Identificou também com a sua integral capacidade de olhar nos olhos de quem quer que fosse e lançasse com franqueza as suas idéias, e também, as suas fraquezas.
O povo, em geral, é assim também. Até para aqueles que não conseguem alcançar tal perfil, se contentam em apenas observar exemplos como o Alencar. Se identificou ainda mais com a capacidade de enfrentamento rente à doença voraz, que o espreitava rotineiramente, insistantemente. Alencar não ria para a doença, mas a encarava e a desafiava - Não somente mostrar para a família e aos torcedores de plantão, mas à si próprio, ele queria demonstrar que ainda havia vida em si, vida em torno de si, e que podia proclamar, pelo menos, o adiamento de sua morte. E isso ele conseguiu mais de uma década! Mesmo na complexa adversidade o sorriso não saia de seu rosto. A singileza e demonstração de afeto, de aprendizado, de arrependimento, estiveram sempre nas suas declarações. Além disso tudo não deixava de sonhar com o Brasil, não abandonava as obrigações e implicações de um chefe de Estado, interino, ou não. Devemos e podemos nos espelhar sim, num homem como Alencar. Até porque Ele mesmo reconheceu a sua real dependência de Deus, o ser Maior e responsável por dar e reter a vida. Pela passagem do Zé Alencar podemos perceber também um quilômetro à mais no curso de nossas histórias, de nossos sonhos e também quanto à forma de encarar, daqui prá frente, os dilemas e transversalidades de nossas vidas. Seja com Deus, Alencar!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quando a dor compensa


Faltam-nos palavras e expressões quando o assunto é dor.
Somente quem a sente sabe da realidade de sua presença: incomodante-marcante.
Às vezes, até insuportável, indizível.
O agravante é quando ela, com persistência resolve se instalar e parecer não mais sair.
Não diz à que veio e muitas vezes não revela sua origem, nem imagem.
Emitimos então som ou sons.
Sons de repúdio, insatisfação e irritação.
Daí passamos à questionar: porquê? porquê? e porquê?
Quando a dor é física sabemos que existem caminhos que podem, o mais rapidamente possível,
extinguí-la.
Os analgésicos, antiinflamatórios, fisioterapias e outros, podem amenizar os reflexos dela.
Mas quando ela se manisfesta na alma, mente e espírito a coisa pode se complicar mais um tanto, ainda.
Porque nem sempre conseguimos distinguí-la tão facilmente assim.
Alí há acúmulos de anos e anos de sofrimento, decepção, desespero e destempero e desesperança!
Aí os remédios são outros.
Ombros-amigos, comunidade espiritual, reuniões em família, terapias, atendimento pastoral, etc.
A paciência será apenas mais um degrau nessa caminhada difícil.
E nessa hora, nem sempre o tempo é nosso parceiro.
Outro desafio será a fé.
Porque a fé não se encontra em qualquer esquina, em qualquer ambiente
e nem tampouco se compra numa farmácia da esquina.
E sem ela é impossível agradar ao Criador!
Fé se encontra no Filho de Deus - na Palavra de Deus.
Palavra essa que torna-se imprescindível ser o fundamento das comunidades espirituais,
amigos, famílias e outros que se disponham em oferecer sua ajuda.
Aí fará sentido a busca!
Se houver restauração completa...
Se houver compartilhar e derramar de coração...
Se houver respeito, ouvidos atentos e lágrimas compartilhadas...
Se houver renovação de esperança,
Se houver clamor e o nome de Deus ter sido glorificado...
Então terá valido à pena!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Falsas impressões

Dia desses retornando do trabalho para casa, percebí que se formava e pairava sobre a região de minha residência grande acúmulo de nuvens densas e pesadas, prontas para descarregar a sua força, sem dó. Com certeza a água que haveria de cair ali encharcaria sobremaneira grande área da cidade. Me preparei psicologicamente para o momento: corrí um pouco mais para não ser pego no meio do trajeto, e comecei a planejar de como seria aquela noite. Medo e receio estampados no olhos! Na minha certeza a noite seria sombria, com grande tempestade à caminho, pouca gente na rua. Os ventos cada vez mais impetuosos, raivosos, chegando com força, limpando e varrendo tudo à sua frente. Esse era o cenário. Era o previsto, certo e certeiro! Mas prá minha surpresa, meia hora depois de ter adentrado ao meu lar, cadê a chuva? Cadê a tempestade? Cadê a ventania? Fui ao jardim e me deparei com árvores quietas, como se nada tivesse ocorrido. O pequizeiro intacto e firme. Olhei para o céu e me deparei com um céu límpido como numa noite de verão! As estrêlas cintilando como nunca! O tempo ruim se fora! O mal pressentimento também. Falsas impressões!
A vida também é assim. Passamos por bons e maus momentos. Experimentamos privações, provações, alegrias, contentamento, surpresas e livramentos também. Somos surpreendidos vez por outra por momentos, que parecem intermináveis sessões de agonia, depressão e insegurança extrema! Mas quando menos percebemos acontece um sumiço daquilo que parecia permanentemente longo, longínquo, interminável até! Parece que Deus permite esses momentos para nos aproximar d'Ele, do próximo. Porque passamos à buscá-Lo buscando aconchego ou mesmo até questionando-O. Mas Ele diz: Isso vai passar! Calma! Eu te carrego! Não desanimes! Não temas! Não andeis ansiosos! Daí resta-nos então, depositar aquilo que gostamos de chamar de 'confiança', 'fé'. Ele deve ficar lisonjeado com nossa postura de à Ele nos entregarmos como abrigo e refúgio. Mas o que Ele gostaria mesmo é de uma permanência maior, uma busca constante de Sua presença! Uma dependência quase extrema! Na verdade, mais pela vontade de estar junto d'Ele, do que buscá-Lo para receber algo, inda que seja proteção!
Faz-me assim, meu Pai, com vontade constante de encontrá-Lo, seja em bom ou mau tempo. À tempo e fora de tempo! Ajuda-me permanecer-me inabalável! Junto à Ti!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CD Brasileirar: No Forno!


O andamento do Cd tá de vento em popa, e mesmo com toda a simplicidade das canções tá ficando bem arrojado, graças ao talento e auxílio do Ronan Barros. O Cd contará com 12 canções inéditas. São músicas compostas por mim, sendo duas delas feitas em parceria com amigos ao longo da jornada cristã. Tenho tido um enorme prazer em trazer à tona um pouco daquilo que o Senhor me tem compartilhado, ao longo, também de muitos anos de vida com Ele. Algumas canções tem mais de 20 anos, outras, como `Tens´ são mais recentes... É certo que levei muito tempo para apresentá-las ao público geral, mas graças à Deus, tive condições de realizar esse sonho de gravar algumas das canções, que refletem momentos mágicos e insubstituíveis com Deus pela arte de fazer músicas. Não sou e nem tenho a pretenção de me tornar músico profissional, respeito esses caras, mas prefiro me ater a compor essas simples e curtas poesias, musicá-las e cantá-las pro Senhor e para edificação daqueles que curtem música e buscam louvá-Lo e adorá-Lo com singelas, mas profundas expressões de louvor.

Terminadas as fases de pré-produção, já iniciamos as gravações de voz, com êxito satisfatório, tendo em vista a minha inexperiência técnica. Logo no início do próximo mês será a vez das baterias acústicas, que contará com a participação muito especial do Rômulo Careca, músico da banda Vitri e colega de ministério de louvor da Igreja Presbiteriana da Alvorada, em Brasília. Contarei ainda com a participação de músicos do estúdio Melodia, do baixista Lúcio Alves e também de alguns membros do ministério de louvor da IPA.

Por enquanto é só. Mas peço orações por esse projeto musical e espiritual, porque não dizer...

O repertório de BRASILEIRAR será de 12 canções, sendo que dez delas tem acompanhamento instrumental e duas no estilo voz & violão. Aí vão os nomes, por enquanto...

1.  BRASILEIRAR (Temática Social, MPB)
2.  PRÁ NÃO DIZER (Evangelística, MPB com boas aparições de Cordas em samples)
3.  NÃO IMPORTA NÃO (Evangelística, MPB,POP, bons rifes de guitarras)
4.  DO PRINCÍPIO (Edificação, POP, dinâmica progressiva e solos de guitarra)
5.  SEGREDO DE CAMINHAR (Reconhecimento e Poesia, swingada)
6.  OPÇÃO DE VIDA (Evangelística, lenta,Voz&Violão)
7.  DE VOLTA PRÁ CASA (Evangelística, lenta-progressiva)
8.  QUEM (Reconhecimento, Voz&Violão, refrão marcante)
9.  CANTO DA TERRA (Louvor, Samba de raiz, alegre)
10. CORAÇÃO QUEBRANTADO (Louvor, Perdão, Arrependimento, prá frente)
11. TENS (Louvor, MPB à Lenine)
12. CLIMA (Evangelística, lenta, com boas aparições de Cordas em samples)

Breve postarei aqui petiscos e tira-gostos dessas músicas... aguarde... mas ore também...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Deus levanta o Rio!



Chuva vai, chuva vem
Tempestades e ventos impetuosos
Desolação e destruição
Assolando vidas, assaltando histórias
Conexas, convexas
Conquanto conxavos
Como se não bastassem,
Desvio de recursos
Todo ano é assim... a cena se repete.

Rio 92, as metas
Rio 2011, descuprimento delas
Rio sem pé nem cabeça
Rio natividade
Historicidade pelo rio abaixo
Decepção numa fração
Ação de todos
Ação por todos
Todos, nem que seja por um
Por cem, e por mil, se precisar.
Solidariedade,
Solicitude à flor da pele.

Poder público impune
Imune as autoridades
Insatisfeitos a nação
Pasmos telespectadores globais
O que fazer?
O que sentir?
Como agir?

Orar,
Ajudar,
Enviar,
Ofertar,
Se doar,
Encaminhar,
Apoiar,
Depositar,
Carinhar,
Ir até lá!

Um pouco,
um pouco de tudo
De tudo um pouco
Porque por muito se espera

Rio levanta!
Deus levanta o Rio!

Senhor, abençoe o Rio!