Faltam-nos palavras e expressões quando o assunto é dor.
Somente quem a sente sabe da realidade de sua presença: incomodante-marcante.
Às vezes, até insuportável, indizível.
O agravante é quando ela, com persistência resolve se instalar e parecer não mais sair.
Não diz à que veio e muitas vezes não revela sua origem, nem imagem.
Emitimos então som ou sons.
Sons de repúdio, insatisfação e irritação.
Daí passamos à questionar: porquê? porquê? e porquê?
Quando a dor é física sabemos que existem caminhos que podem, o mais rapidamente possível,
extinguí-la.
Os analgésicos, antiinflamatórios, fisioterapias e outros, podem amenizar os reflexos dela.
Mas quando ela se manisfesta na alma, mente e espírito a coisa pode se complicar mais um tanto, ainda.
Porque nem sempre conseguimos distinguí-la tão facilmente assim.
Alí há acúmulos de anos e anos de sofrimento, decepção, desespero e destempero e desesperança!
Aí os remédios são outros.
Ombros-amigos, comunidade espiritual, reuniões em família, terapias, atendimento pastoral, etc.
A paciência será apenas mais um degrau nessa caminhada difícil.
E nessa hora, nem sempre o tempo é nosso parceiro.
Outro desafio será a fé.
Porque a fé não se encontra em qualquer esquina, em qualquer ambiente
e nem tampouco se compra numa farmácia da esquina.
E sem ela é impossível agradar ao Criador!
Fé se encontra no Filho de Deus - na Palavra de Deus.
Palavra essa que torna-se imprescindível ser o fundamento das comunidades espirituais,
amigos, famílias e outros que se disponham em oferecer sua ajuda.
Aí fará sentido a busca!
Se houver restauração completa...
Se houver compartilhar e derramar de coração...
Se houver respeito, ouvidos atentos e lágrimas compartilhadas...
Se houver renovação de esperança,
Se houver clamor e o nome de Deus ter sido glorificado...
Então terá valido à pena!
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