
Perdão!
Talvez ainda não tenha aprendido essa arte.
Mas arte não imita a vida?
A vida afinal, não é construída com arte?
E com perdão não se faz a vida?
Uma vida de perdão.
Uma tarefa nada tão confortável, fácil.
Porque perdoar não é:
'deixa prá lá',
'Esquece',
'Não foi nada não',
'Vamos botar uma pedra'...
E outras tantas 'desculpas' que criamos
para protagonizarmos um perdão 'bem sucedido'.
Perdoar é se anular 'completamente',
Mesmo num cenário catastrófico de guerra de egos
Perdoar é abrir o coração, o jogo
É lavar os pés, os olhos, os ouvidos de quem do perdão carece.
Sempre com uma nova possibilidade de caminhada.
De recontar os passos e histórias
Prevendo a nossa incapacidade de andarmos sós
Prevendo a nossa incapacidade de acharmos que não precisamos do próximo.
Um perdão por dia.
Um dia inteiro de perdão,
Se preciso for.
Porque perdão é a possibilidade de deixar um amor ressurgir, renascer
É o abrir de cortinas para ver o brilho solar
É o fruto de constrangimento por sermos filhos do mesmo Pai
E reconciliados igualmente pela cruz, na pessoa do Filho.
Temos muito pra aprender com aquele homem
Cravado em cruz
Mas ressucitado no 3º dia.
Uma atitude maior de amor maior.
Atitude maior de perdão
Por aqueles que mais o humilharam
Ouviram um sonoro e carinhoso clamor:
'Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem'!
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