quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nem montes, nem templos (necessariamente)


É sempre assim. Nosso corpo, mente e espírito já estão condicionados. Fomos assim orientados. Basta que haja, ou não, a necessidade da busca pelo Eterno, lá estamos nós ‘determinando’ o lugar para que Ele se manifeste. Os templos já estão minimamente preparados e milimetricamente construídas estão as liturgias. Gostamos também de percorrer longas trilhas, aclives noite adentro para chegar aos montes. Mas, Ele está lá nos montes? Habita nos templos? Pode, precisa, deve estar? Dos montes vislumbramos toda a cidade enquanto dorme. Podemos estender nossos braços e interceder por ela, por todas as pessoas que ali habitam. Mas o que há de sagrado nos montes, nos tabernáculos, nos templos, em nossas reuniões solenes? O que há de tão mágico nos lugares onde ‘consagramos’ o lugar onde podemos encontrar com Deus.

Nada! Não há nenhuma magia ou encanto ‘especial’ que nos aguarde para que passe a ser um ambiente ‘mais santo’, longe do ‘ambiente mundano’. Ora, naqueles tijolos, paredes, tetos, vitrais, porcelanas e altares não há uma ‘unção’ especial e nem há nos campos uma ‘atmosfera’ mais sagrada, limpa e ‘ungida’ que nos fazem sentir ‘mais perto de Deus’. Devemos nos lembrar de que o que ‘faz’ e ‘deve fazer’ a diferença não são arquiteturas, nem arquétipos de santificação ‘materializada’. A diferença é o Espírito de Deus habitando em nós, seus verdadeiros templos, somos nós, juntos, imbuídos em torno de um só pensamento, pela busca, em espírito e em verdade pela genuína presença de Deus. Ele mesmo nos chamará, nos envolverá para adorá-Lo. Ele, pelo Filho e Espírito Santo se fará tão presente em nosso meio e há de promover as mudanças, as orações, as ações de graça, o amor mútuo, o perdão, o arrependimento, a reconciliação, os louvores, a comunhão.

Devemos-nos ‘desapegar’ da necessidade material que localidades devam ser a espinha dorsal dos nossos encontros e cerimoniais. Ou melhor, sem cerimoniais. Apeguemos-nos à vontade de Deus Pai que nos conforta e nos incita ao progresso da propagação do evangelho pleno, à exaltação ao Seu nome e anúncio da Boa Nova.

Aí sim, sejam nos templos, nos montes e tabernáculos. Nos porões, nas praças e rincões. Nos sertões, fazendas e lares. Seja em qualquer lugar. À tempo ou fora dele, estejamos unidos no amor sacrificial que nos remiu em tempo mais que oportuno para sermos luzeiros. Adoradores e Servos. Onde o 'onde' não é o principal!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pelo velho centro



Aqui dentro há uma cidade
Uma cidade onde vislumbro
O velho centro,
O velho mercado,
O velho lyceu,
A velha praça abandonada e descuidada que só.
 
No lugar das gaivotas, urubus.
As recordações de uma geração
Que tão ligeiramente por ali passou,
Nas juventudes
Mais profundamente aguerridas
Pelo fulgor das emoções que encobriam os corações.
 
É preciso reconquistar o velho centro
Aqui há um coração enfraquecido
Aqui há um amor esquecido
Há perdão
Há raiz
Há!
 
É preciso valorizar e redescobrir a cidade perdida,
Da ruína ao chão
Ao chão das nossas perdas
Nesse vão de solidão
Nessas vidas envaidecidas
Entristecidas pelo vento de razão
Que pra bem longe empurrou
                                           (Esmurrou...)
 
A infância de azuis manhãs de sol
A inocência de fulgazes aconchegos
Amores escondidos...
                                    (Em rol!)
 
Aqui dentro há uma cidade em paz
Onde vejo o amanhecer
O novo espaço a entardecer
O despertar do novo em mim
Nas praças e jardins
Do lilás, rosas, jasmins
                                 (...acolás)
Do azul, preto, enfim
                                 (...não jaz)
 
Dentro de mim há uma cidade reconstruindo
De tijolos, madeiras e telhas
Refaço janelas, soleiras
Repinto paredes, molduras
Rejunto ajulejos
Reconstruo chafariz
Libero a raiz
 
Reabro ruas
Reinvento quarteirões
Fecho fendas
Mato escorpiões
 
Dentro de mim há um espaço sim
Pra velhos e novos amigos
Pra achocolatados, cafés e chás
Bolachas, patês... pão francês
Boa música,
Boa poesia.
Boa prosa.
Bom verso.
 
Não meias palavras
Completas assim
Refugio enfim na nova cidade
De novo centro
Com pardais e sabiás
Do movimento peculiar
De cidadãos e cidadãs
Buscando novo ar
Um reconciliar dentro em mim
Um reconciliar!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cerrado Esvair

Meu caminho não é mais o mesmo de outrora,
Meus passos descompassados se estabilizaram,
Juntamente com o olhar estarrecido, amarelecido.
Boquiaberto fiquei por tuas agruras sofridas,
Porque os horizontes já não são mais os mesmos!
O verde de tuas folhagens transformou-se em cinzas,
Que presenciou a fumaça voraz,
O chão pedregoso, cruelmente castigado,
És recém-judiado e refém-maltratado!


Os retorcidos de suas árvores aniquilaram-se entre fagulhas estalantes,
E os meus pés como brasa só queriam por ti sofrer.
O meu canto embargado com desencanto cintilar,
Balbuciei em letras a destruição de seu altar.
E por eles eu chorei, implorei, denunciei, mas não relevei!
Por ti também assim orei ao Criador: não ao fogo-incandescente destruidor!
Não por suas entranhas intoxicadas!
E por amor preferi recitar, sem parafrasear,
Mas para memória dos fracos enxertar:


Por nossas antas, capivaras e lobos-guarás, cervos, lontras e gambás.
Pelas esperanças, grilos, bichos-paus, percevejos, bombeiros e baratas.
Pelas mariposas, borboletas, marias-fedidas, cigarrinhas e cigarras.
Pelas matas, rios, araras, quatis, tamanduás, veados e pacas.
Por eles ecoo meu grito estridente,
Ecoe então minha voz pra toda gente ouvir!
E que ressoe em troca um basta à judiação!
Pois se assim permanecer, de antemão adianto:
Suas paisagens e horizontes logo se acabarão!
E jazerás nas cinzas onde esvairás sua história, forma e encanto!
Tive a honra de participar com esse poema num ajuntamento de artistas,
 poetas, músicos e amantes da causa ecológica.
Foi publicado juntamente com muitos outros numa coletânea
 organizada pela administração do Guará, DF em 2011.
Espero que gostem!

sábado, 17 de setembro de 2011

BRASILEIRAR, A ORIGEM


Nasci no final dos anos 60 e também criado na capital goiana. Apesar das grandes dificuldades econômicas que meus pais viviam, me lembro que por volta dos meus 4 ou 5 anos, lá em casa sempre tinha boa música, cantigas, poesias, danças e muita folia de reis. Esse ambiente sempre propício à criatividade e arte me favoreceu, e muito a minha formação musical e também autodidata. Tinha ainda os ‘corinhos’ da igreja batista que estava sempre na ‘ponta da língua’. Os cânticos da escola bíblica de férias mais recente estavam sempre em nossa boca, e em primeira mão. Era muito bom. Bom demais! Não posso me esquecer também dos hinos do cantor cristão, que sabíamos de cor e salteado. Havia até uma ‘boa’ disputa entre nós pra ver quem sabia mais hinos. Aliás, lá em casa, a gente fazia um culto completo, com liturgia, louvor, pregação, e ainda com direito às ‘ofertinhas’.

Nessa época, a televisão já fazia sucesso no Brasil. A TV que tínhamos era uma “Teleotto”, preto e branco e que pra selecionar um dos 4 canais que tinha disponível, era preciso torcer ‘com força’ um grande botão. Mas aquele aparelho ali, com certeza, iria modificar sobremaneira nosso dia, tornando-o muito mais interessante; se bem que, o que não faltavam nas ruas eram brincadeiras de tudo quanto é tipo. Foram aqueles cânticos da igreja e as telenovelas que formaram meus ‘ouvidos musicais’.

Perto dos meus 13 anos já começava a ‘arranhar’ violões alheios e aos 15 já estava compondo minha primeira canção: “Abri a janela”, cuja letra já denunciava o meu envolvimento e dependência do Deus da Bíblia. Vibrava com cada poesia, cada canção, cada acorde novo que aprendia. Participei bastante também dos festivais de música que, aliás, as igrejas não abriam mão de realizá-los. E, lá estava sempre eu, querendo mostrar, participar. Toquei também em diversos grupos musicais que surgiam na minha igreja. Até banda de rock cristão, como gostávamos de chamar, participei.

Foi num desses festivais que participei com uma canção a qual intitulei de “Brasileirar”, e para minha surpresa, ganhei um segundo lugar. “Brasileirar”, uma música com timbragens e ritmos bem brasileiros, e que ganhou uma letra que provocava a discussão e reflexão sobre os movimentos sociais, isso, em meados dos anos 80. Na época ardia nos corações da juventude brasileira uma incrível vontade de mudar, de denunciar, de ver o Brasil com a cara e alma limpa de injustiça e governantes corruptos. Mesmo que para isso tivessem que pintar a cara de verde e amarelo, e o ‘sete’ também.

Muitas outras canções também foram surgindo de forma muito espontânea, em casa, nos retiros, nas viagens missionárias. A criação fluía como nunca. Agora, com a oportunidade que tive de gravar várias daquelas músicas, escolhi então como título do trabalho: “Brasileirar”, por entender que depois de muitos anos, o Brasil ainda clama por justiça, tem sede de mudança, transformação de caráter de suas autoridades e também de seu povo. Por entender também que o cristianismo e toda a cultura que o cerca precisa de engajamento social, propondo sempre a reivindicação legítima, mas com equilíbrio e porque não, com a intermediação do poder do evangelho e da Palavra de Deus.

Sérgio Carvalho é membro da Igreja Presbiteriana da
Alvorada, em Brasília, e integrante do Ministério de
Louvor, está lançando seu primeiro Cd “Brasileirar”,
no próximo sábado, às 19h na IPA. O Cd estará à venda
ao preço único de R$ 15 reais.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Confraternização, Ralação e Louvor!



Pessoal, a gravação do áblum "Brasileirar" contou com a colaboração de representantes do ministério de louvor da IPA, minha comunidade de fé. Registro aqui bons momentos de muita descontração, ao final de uma seção de  gravação vocal das  faixas  "Canto da Terra" (sambinha de louvor) e  "Coração Quebrantado".  Muito honrado com a participação dessa galera viu! Obrigado à todos! Aproveito também para avisá-los do lançamento do cd, que será em 24 de Setembro de 2011, no templo da Igreja Presbiteriana Alvorada - 409/410 Norte. Mais prá frente posto novas informações à respeito!


Thalyta, Naara e Misael depois de soltar o gógó!

Thalyta, Nilsa, Joacy, Juliana, Misael e Eu! Satisfação!


Participação do Rômulo Careca em várias faixas do CD: talento e dedicação, valeu Broh!

 
Meu produtor, Ronan Barros, eu e o  Rômulo Careca, ao término de
uma longa sessão de gravação de bateria... cansativa, mas muito produtiva!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Aprendendo com o Zé do Brasil


Muito para dizer sobre a morte do Zé Alencar. Quando soube da trágica notícia de 29 de marco de 2011, parece que o Brasil inteiro foi tomado por uma só emoção, um só coração, um só sofrimento, . Isso porque o Brasil inteiro também, por meio dos seus ilustres e menos ilustres brasileiros torciam pela recuperação e ensejavam dia a dia, à pequenos passos, à conta-gotas, a recuperação de um dos seus mais ilustres e notáveis brasileiros. De origem muito humilde, mas de um histórico de superação e sucesso ao mesmo tempo. Mas porque será que o brasileiro se comove tanto assim com o Alencar? Porque as pessoas ficaram ligadas e antenadas nos veículos de comunicação, só para ficar sabendo as novidades sobre o Zé Alencar?
É muito mais simples que pensamos: o povo se identificou plena e irrestrita com a personalidade do homem, com seu caráter e até mesmo com os seus mais compreensíveis desvios. Identificou também com a sua integral capacidade de olhar nos olhos de quem quer que fosse e lançasse com franqueza as suas idéias, e também, as suas fraquezas.
O povo, em geral, é assim também. Até para aqueles que não conseguem alcançar tal perfil, se contentam em apenas observar exemplos como o Alencar. Se identificou ainda mais com a capacidade de enfrentamento rente à doença voraz, que o espreitava rotineiramente, insistantemente. Alencar não ria para a doença, mas a encarava e a desafiava - Não somente mostrar para a família e aos torcedores de plantão, mas à si próprio, ele queria demonstrar que ainda havia vida em si, vida em torno de si, e que podia proclamar, pelo menos, o adiamento de sua morte. E isso ele conseguiu mais de uma década! Mesmo na complexa adversidade o sorriso não saia de seu rosto. A singileza e demonstração de afeto, de aprendizado, de arrependimento, estiveram sempre nas suas declarações. Além disso tudo não deixava de sonhar com o Brasil, não abandonava as obrigações e implicações de um chefe de Estado, interino, ou não. Devemos e podemos nos espelhar sim, num homem como Alencar. Até porque Ele mesmo reconheceu a sua real dependência de Deus, o ser Maior e responsável por dar e reter a vida. Pela passagem do Zé Alencar podemos perceber também um quilômetro à mais no curso de nossas histórias, de nossos sonhos e também quanto à forma de encarar, daqui prá frente, os dilemas e transversalidades de nossas vidas. Seja com Deus, Alencar!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quando a dor compensa


Faltam-nos palavras e expressões quando o assunto é dor.
Somente quem a sente sabe da realidade de sua presença: incomodante-marcante.
Às vezes, até insuportável, indizível.
O agravante é quando ela, com persistência resolve se instalar e parecer não mais sair.
Não diz à que veio e muitas vezes não revela sua origem, nem imagem.
Emitimos então som ou sons.
Sons de repúdio, insatisfação e irritação.
Daí passamos à questionar: porquê? porquê? e porquê?
Quando a dor é física sabemos que existem caminhos que podem, o mais rapidamente possível,
extinguí-la.
Os analgésicos, antiinflamatórios, fisioterapias e outros, podem amenizar os reflexos dela.
Mas quando ela se manisfesta na alma, mente e espírito a coisa pode se complicar mais um tanto, ainda.
Porque nem sempre conseguimos distinguí-la tão facilmente assim.
Alí há acúmulos de anos e anos de sofrimento, decepção, desespero e destempero e desesperança!
Aí os remédios são outros.
Ombros-amigos, comunidade espiritual, reuniões em família, terapias, atendimento pastoral, etc.
A paciência será apenas mais um degrau nessa caminhada difícil.
E nessa hora, nem sempre o tempo é nosso parceiro.
Outro desafio será a fé.
Porque a fé não se encontra em qualquer esquina, em qualquer ambiente
e nem tampouco se compra numa farmácia da esquina.
E sem ela é impossível agradar ao Criador!
Fé se encontra no Filho de Deus - na Palavra de Deus.
Palavra essa que torna-se imprescindível ser o fundamento das comunidades espirituais,
amigos, famílias e outros que se disponham em oferecer sua ajuda.
Aí fará sentido a busca!
Se houver restauração completa...
Se houver compartilhar e derramar de coração...
Se houver respeito, ouvidos atentos e lágrimas compartilhadas...
Se houver renovação de esperança,
Se houver clamor e o nome de Deus ter sido glorificado...
Então terá valido à pena!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Falsas impressões

Dia desses retornando do trabalho para casa, percebí que se formava e pairava sobre a região de minha residência grande acúmulo de nuvens densas e pesadas, prontas para descarregar a sua força, sem dó. Com certeza a água que haveria de cair ali encharcaria sobremaneira grande área da cidade. Me preparei psicologicamente para o momento: corrí um pouco mais para não ser pego no meio do trajeto, e comecei a planejar de como seria aquela noite. Medo e receio estampados no olhos! Na minha certeza a noite seria sombria, com grande tempestade à caminho, pouca gente na rua. Os ventos cada vez mais impetuosos, raivosos, chegando com força, limpando e varrendo tudo à sua frente. Esse era o cenário. Era o previsto, certo e certeiro! Mas prá minha surpresa, meia hora depois de ter adentrado ao meu lar, cadê a chuva? Cadê a tempestade? Cadê a ventania? Fui ao jardim e me deparei com árvores quietas, como se nada tivesse ocorrido. O pequizeiro intacto e firme. Olhei para o céu e me deparei com um céu límpido como numa noite de verão! As estrêlas cintilando como nunca! O tempo ruim se fora! O mal pressentimento também. Falsas impressões!
A vida também é assim. Passamos por bons e maus momentos. Experimentamos privações, provações, alegrias, contentamento, surpresas e livramentos também. Somos surpreendidos vez por outra por momentos, que parecem intermináveis sessões de agonia, depressão e insegurança extrema! Mas quando menos percebemos acontece um sumiço daquilo que parecia permanentemente longo, longínquo, interminável até! Parece que Deus permite esses momentos para nos aproximar d'Ele, do próximo. Porque passamos à buscá-Lo buscando aconchego ou mesmo até questionando-O. Mas Ele diz: Isso vai passar! Calma! Eu te carrego! Não desanimes! Não temas! Não andeis ansiosos! Daí resta-nos então, depositar aquilo que gostamos de chamar de 'confiança', 'fé'. Ele deve ficar lisonjeado com nossa postura de à Ele nos entregarmos como abrigo e refúgio. Mas o que Ele gostaria mesmo é de uma permanência maior, uma busca constante de Sua presença! Uma dependência quase extrema! Na verdade, mais pela vontade de estar junto d'Ele, do que buscá-Lo para receber algo, inda que seja proteção!
Faz-me assim, meu Pai, com vontade constante de encontrá-Lo, seja em bom ou mau tempo. À tempo e fora de tempo! Ajuda-me permanecer-me inabalável! Junto à Ti!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CD Brasileirar: No Forno!


O andamento do Cd tá de vento em popa, e mesmo com toda a simplicidade das canções tá ficando bem arrojado, graças ao talento e auxílio do Ronan Barros. O Cd contará com 12 canções inéditas. São músicas compostas por mim, sendo duas delas feitas em parceria com amigos ao longo da jornada cristã. Tenho tido um enorme prazer em trazer à tona um pouco daquilo que o Senhor me tem compartilhado, ao longo, também de muitos anos de vida com Ele. Algumas canções tem mais de 20 anos, outras, como `Tens´ são mais recentes... É certo que levei muito tempo para apresentá-las ao público geral, mas graças à Deus, tive condições de realizar esse sonho de gravar algumas das canções, que refletem momentos mágicos e insubstituíveis com Deus pela arte de fazer músicas. Não sou e nem tenho a pretenção de me tornar músico profissional, respeito esses caras, mas prefiro me ater a compor essas simples e curtas poesias, musicá-las e cantá-las pro Senhor e para edificação daqueles que curtem música e buscam louvá-Lo e adorá-Lo com singelas, mas profundas expressões de louvor.

Terminadas as fases de pré-produção, já iniciamos as gravações de voz, com êxito satisfatório, tendo em vista a minha inexperiência técnica. Logo no início do próximo mês será a vez das baterias acústicas, que contará com a participação muito especial do Rômulo Careca, músico da banda Vitri e colega de ministério de louvor da Igreja Presbiteriana da Alvorada, em Brasília. Contarei ainda com a participação de músicos do estúdio Melodia, do baixista Lúcio Alves e também de alguns membros do ministério de louvor da IPA.

Por enquanto é só. Mas peço orações por esse projeto musical e espiritual, porque não dizer...

O repertório de BRASILEIRAR será de 12 canções, sendo que dez delas tem acompanhamento instrumental e duas no estilo voz & violão. Aí vão os nomes, por enquanto...

1.  BRASILEIRAR (Temática Social, MPB)
2.  PRÁ NÃO DIZER (Evangelística, MPB com boas aparições de Cordas em samples)
3.  NÃO IMPORTA NÃO (Evangelística, MPB,POP, bons rifes de guitarras)
4.  DO PRINCÍPIO (Edificação, POP, dinâmica progressiva e solos de guitarra)
5.  SEGREDO DE CAMINHAR (Reconhecimento e Poesia, swingada)
6.  OPÇÃO DE VIDA (Evangelística, lenta,Voz&Violão)
7.  DE VOLTA PRÁ CASA (Evangelística, lenta-progressiva)
8.  QUEM (Reconhecimento, Voz&Violão, refrão marcante)
9.  CANTO DA TERRA (Louvor, Samba de raiz, alegre)
10. CORAÇÃO QUEBRANTADO (Louvor, Perdão, Arrependimento, prá frente)
11. TENS (Louvor, MPB à Lenine)
12. CLIMA (Evangelística, lenta, com boas aparições de Cordas em samples)

Breve postarei aqui petiscos e tira-gostos dessas músicas... aguarde... mas ore também...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Deus levanta o Rio!



Chuva vai, chuva vem
Tempestades e ventos impetuosos
Desolação e destruição
Assolando vidas, assaltando histórias
Conexas, convexas
Conquanto conxavos
Como se não bastassem,
Desvio de recursos
Todo ano é assim... a cena se repete.

Rio 92, as metas
Rio 2011, descuprimento delas
Rio sem pé nem cabeça
Rio natividade
Historicidade pelo rio abaixo
Decepção numa fração
Ação de todos
Ação por todos
Todos, nem que seja por um
Por cem, e por mil, se precisar.
Solidariedade,
Solicitude à flor da pele.

Poder público impune
Imune as autoridades
Insatisfeitos a nação
Pasmos telespectadores globais
O que fazer?
O que sentir?
Como agir?

Orar,
Ajudar,
Enviar,
Ofertar,
Se doar,
Encaminhar,
Apoiar,
Depositar,
Carinhar,
Ir até lá!

Um pouco,
um pouco de tudo
De tudo um pouco
Porque por muito se espera

Rio levanta!
Deus levanta o Rio!

Senhor, abençoe o Rio!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ainda há tempo














Ainda há tempo...
Ainda há tempo de abraçar seu filho
Ainda há tempo de dedicar um bom tempo só para ele
Ainda há tempo de oferecer um ombro amigo
Ainda há tempo de perdoar e pedir perdão
Ainda há tempo de gastar tempo com sua família
Ainda há tempo de passear, divertir e comer pipoca na pracinha
Ainda há tempo de parar com tudo o que se está fazendo e... respirar bem fundo!
Ainda há tempo de alongar muito bem alongados os músculos
Ainda há tempo de fazer massagem na esposa e ganhar massagem também
Ainda há tempo de ouvir uma boa música e curtir cada acorde
Ainda há tempo de apreciar um bom livro, seja de romance, policial e auto-ajuda
Ainda há tempo de apreciar uma boa leitura bíblica
Ainda há tempo de almejar ouvir a voz de Deus
Ainda há tempo de conquistar novas amizades e cultivar as antigas
Ainda há tempo de oferecer ajuda e ser ajudado
Ainda há tempo de respeitar as autoridades
Ainda há tempo de dormir um sono gostoso e relaxado
Ainda há tempo de aprender tocar um instrumento e de cantar
Ainda há tempo de cantarolar uma canção inventada na hora
Ainda há tempo de namorar à moda antiga, segurando na mão, sem abrir mão do momento
Ainda há tempo de escrever uma carta e enviá-la, em plena era digital
Ainda há tempo de apreciar um bom vinho, queijos e uma boa companhia
Ainda há tempo de gastar tempo em oração
Ainda há tempo de sugerir paz para uma relação conturbada
Ainda há tempo de dar as mãos em protesto às muitas atrocidades contra o cidadão
Ainda há tempo de dar uma boa gargalhada por aquela piada sadia
Ainda há tempo de orar pelas autoridades
Ainda há tempo de assistir um bom talk-show
Ainda há tempo de assistir um grande show de um ex-beatle, ou de uma moda de viola
Ainda há tempo de oferecer um abraço e uma cesta para uma viúva
Ainda há tempo de banhar de carinho e afeto um órfão
Ainda há tempo de ser gentil com quem jamais conseguiu ser
Ainda há tempo de apanhar uma flor e presentear o amor de sua vida
Ainda há tempo de surpreender seu cônjuge com um belo jantar
Ainda há tempo de oferecer passagem, mesmo num trânsito tumultuado
Ainda há tempo de pensar muito bem em quem votar
Ainda há tempo de cantar um novo louvor ao Deus-real
Ainda há tempo de fazer uma poesia que fale de esperança
Ainda há tempo de tomar aquele suco delicioso de laranja
Ainda há tempo de se deliciar com uma boa comida mineira
Ainda há tempo de parar para ouvir o que seu filho tem para dizer
Ainda há tempo de dar uma geral nos entulhos guardados no quartinho
Ainda há tempo de fazer uma visita inesperada para aquele vizinho problemático
Ainda há tempo de criar um blog e escrever a história da sua vida
Ainda há tempo de se abrir com um amigo aquém do universo virtual
Ainda há tempo de elogiar e reconhecer o trabalho merecido do colega
Ainda há tempo de honrar pai, mãe e irmãos
Ainda há tempo de falar muito bem dos feitos de Deus e do seu amor
Ainda há tempo de escutar e ouvir um desabafo de um amigo
Ainda há tempo de se considerar sempre o outro superior à mim
Ainda há tempo de orar pela pátria e pelos outros povos
Ainda há tempo de se dar
Ainda há tempo de encantar
Ainda há tempo de tornar vivo o que aparentemente estava morto
Ainda há tempo de se arrepender
Ainda há tempo de mudar
Ainda há tempo de fazer aquele curso
Ainda há tempo de prestar um vestibular
Ainda há tempo de se mancar
Ainda há tempo de orar pelo menor ao maior inimigo
Ainda há tempo de se colocar na dependência de Deus
Ainda há tempo de ser servo
Ainda há tempo de ser adorador
Ainda há tempo de ser gente.
Ainda há tempo de sair dessa inércia
Ainda há tempo enquanto Deus assim o permitir!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O legado











Porque será que damos tanto valor, tanta importância ao legado que alguém próximo à nós deixou para as posteridades, alunos, herdeiros, filhos, simpatizantes, fãs?
No meio político então, isso é muito comum; os colegas fazem questão de reverberarem nas tribunas ou mídias de plantão, sobre o que o ente transportado deixou de tão importante. Se for celebridade então, os jornais buscam nos arquivos tudo sobre a pessoa, os telejornais, apressadamente, incluem em suas pautas, programas especiais, com direito à imagens de arquivo, depoimentos, links ao vivo e tudo o mais que favoreça o aumento de sua popularidade
Os exemplos citados têm certa legitimidade, tem enlevo e impacto social, tanta a influência e notoriedade marcada no ser humano. Alguns deixarão saudades pela forma, tamanho envolvimento e pré-disposição com as causas humanitárias, outros pela grandiosidade e contribuição de sua arte; esta engenhosa, dinâmica e enriquecedora, muitas vezes, sem sombra de dúvida. Ainda há aqueles que deixaram um legado científico, estudaram e ensinaram a arte da cura, o descobrimento e desenvolvimentos de remédios, terapias, que convenhamos, não é prá qualquer um.
Todos nós, na verdade, quando deixarmos esse mundo, com certeza, vamos ser questionados por aqueles que nos acompanharam em vida, e tentarão encontrar, na pessoa que fomos aquilo que mais os marcou, ensinou, influenciou, seja pro bem ou pro mal.
Não obstante as reconhecidas homenagens à estes prestadas, eu prefiro trazer o tema para um enfoque espiritual.
Eu acredito que o maior legado que podemos e devemos deixar para os nossos filhos, amigos, irmãos de fé, é a intimidade com Deus e o envolvimento com o seu reino e o amor ao próximo.
Quanto aos demais legados, estes não chegam à ser desprezíveis, mas com certeza, quase sempre não trarão frutos de vida eterna e nem mesmo para um crescimento espiritual. É mais pessoal do que qualquer outra coisa. Mais profissional e terreno. Uma "questão de honra", apenas isso, na maioria das vezes.
Prefiro pra mim um "invejável" e legítimo legado à sombra da cruz de Cristo, porque n'Ele posso ter realização plena.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Fidelidade 100%, porque não?

Não resta dúvida que fidelidade é uma qualidade que todos nós esperamos  e até de certo modo cobramos de quem se propõe à um relacionamento conosco. E isso não é uma exclusividade das pessoas físicas não. As pessoas jurídicas chegam inclusive à testar se os seus clientes ou propensos clientes podem ser clientes potencialmente capazes de depositar confiança neles. Aos que vão "passando" no teste, novos patamares de preferências e vantagens são oferecidos à estes. É a fidelização... de clientes em curso!  Se há confiança entre ambos, e esta confiança é constantemente cultivada, então, quase que instantaneamente, as raízes tomam força e fazem permitir um sustento melhor, um renovo, uma satisfação, e reciprocidade.
E em relação ao divino, à Deus, como poderíamos mensurar esta relação? O Deus a quem chamamos de Senhor?!? Puxando para si a responsa, um amigo meu diz assim: "...os adesivos de carros e de caminhões que mais vejo dizem que Deus é fiel, mas me pergunto: e a nossa fidelidade em relação à Ele???". Ou seja, adoramos ouvir as promessas de Deus, meditar sobre elas, clamar e esperar por elas, mas quando invertemos o lado da moeda... não nos interessa mais saber... fugimos deste desafio... e vamos procurar outra coisa mais "divertida".
O Senhor é muito sábio quando diz que quem não se tornar como uma criança, não pode ver o reino dos céus. Explico porque...certa vez, meu filho mais novo, me flagrou elogiando uma  modelo num outdoor de loja de moda... Rispidamente disse-me ele, sem titubear: "Pai, o senhor está traindo a minha mãe!!!" A minha reação foi de espanto, ou um mix de ironia, humor e constrangimento.
Aquela situação me fez refletir o quão podemos ser e estar relapsos em relação à nossa fidelidade ao Senhor. Creio que sermos fiéis à Deus importa que entreguemos e nos desnudemos de toda superficialidade e religiosidade, o tanto quanto. A fidelidade que Deus espera de nós é algo como meu filho imaginava mesmo, uma vida integral e exclusivamente vivida prá Ele. Os louvores, os elogios somente ao Senhor! Ainda que temos defeitos, percalços, inconstâncias e pecados, o Senhor almeja de nós este envolvimento totalmente compromissado e sempre quando possível externado, expressado e publicado!
O relacionamento que Deus espera de nós não pode se resumir em ir à uma igreja, tornar-se membro dela, frequentá-la religiosamente, dominicalmente; entregar dízimos e ofertas pontualmente e matemáticamente bem calculadas. É muito mais que isso, é algo que parte de dentro prá fora. É uma relação de corpo-alma-espírito nosso, com o Espírito de Deus, Sua igreja, valores do reino, ainda que algumas coisas não se "encaixam" tão bem assim como gostaríamos, em relação à instituição física da igreja, e de amor ao nosso próximo e nem tão próximo assim. Pois bem: partimos então pro nosso alvo-possível, que é Cristo! Nosso exemplo maior de fidelidade ao Pai e ao próximo!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Afinidades


Ouve-me com muita atenção, ages com plena discrição, falas-me mansamente, mas às vezes também não falas - exercendo o Seu pleno e soberano direito de se calar. O Seu silêncio, por si só podes muito dizer. Um verdadeiro amigo, para longas horas de conversa, ou curtos momentos. Examina-me e dissipa-me a dor em mim alojada, conforme o Seu querer. Se for do Seu desejo, a mantém, talvez para um crescimento a mais. Traz-me conforto à alma aflita – ora surpreendes-me com aparente confusão. Mas, que doce ilusão! Se cochicho, mesmo assim escutas. Se cochilo, desperta-me – senão, oferece-me o colo. Desperta-me para o genuíno amor. Anseias pelo meu chamado, e eu pela Sua chama. Me chamas e me amas! Enquanto minh’alma a Ti clama! Grato sou por entender-me e acolher-me. Bem vindo, amigo fiel, Espírito Santo!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Casinha

Em momentos de caos aparente ou não, não custa respirar um arzinho fresco com concepção renovada de mundo, tão bem cancionada pelo saudoso Janires Manso... Um mestre cristão dos anos 80/90, muitas vezes não compreendido. Era não apenas um poeta, mas um amante da terra, dos seus habitantes e dos céus! Saudades desse figura!


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Desafios

Mergulhado nas profundezas deste mundo. Desafios, apesar de estar nele inserido, ter a consciência de ajudá-lo nas suas transformações, com novos olhares e novas atitudes - fazendo o diferencial que alegrará o coração do Rei e beneficiará o caminhar do meu próximo mais próximo... ou tão distante, quem sabe? Permanecer inabalável, inatingível, irrepreensível - distanciando cada vez mais da insegurança, do incerto, do duvidoso... Se por um lado bato no peito e digo provar da fidelidade de Deus, mas, e a minha fidelidade em relação à Ele? Pode ser provada no fogo? Deus, ao rever o Seu livro de visitas, tem me encontrado lá? Nas mínimas atitudes a que sou muitas vezes levado por decidí-las, consumá-las, tenho preservado o caráter de Cristo em mim? Eis a questão! Viver com efeito da pressão e opressão deste "mundo tenebroso".... Resta-me fechar os olhos? Fingir não perceber o clamor das pedras? Infiltrar no labirinto do egoísmo e até das instituições e das religiões? As pessoas tem sede de justiça, fome de bons exemplos, palavras libertadoras, sorrisos genuínos e olhares de compaixão. Pai é assim que quero me tornar, cada dia melhor, Eis o desafio prá mim e prá você prezado visitante!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Concretizar de um sonho

 
Um antigo sonho, que depois de décadas, o Senhor me apraz em me conceder a oportunidade de realizá-lo. Inicio neste mês a concretização de um projeto musical, onde tentarei reunir algumas de das composições que o Senhor também me inspirou. Tal registro é de fundamental importância prá mim, para amigos, irmãos... mas que visa o principal alvo de trazer crescimento, comprometimento, envolvimento das pessoas em relação ao reino. A maior parte do repertório será de músicas que falam de fé, esperança, amor, sentimento e envolvimento com o Senhor da Vida. Em primeira mão trago aos prezados visitantes uma das letras do cd que pelo o andar da carruagem será a faixa-título do trabalho. Essa música compus nos idos dos anos 90 onde o pano de fundo da música é o impeachment do presidente Collor de Melo. Qualquer semelhança será mera coincidência com o atual período que passamos pela política brasileira. A canção tem ritmo brasileiro com ares de bossa nova e timbalada. Espero trazer contribuição àqueles que por algum(ns) motivos estão prestes à perder ou já perderam a vontade de mudar, de ver mudar, de ver a transformação social acontecer. Aguardem, logo mais terei novidades sobre o projeto. Um abraço à todos!

BRASILEIRAR
          Letra e Música: Sérgio Carvalho

Ah esse povo
Que canta, pula, grita e se pinta
Pinta o sete só pra ver se o quadro muda
Quadro esquecido, esquartejado
Jogado de lado
Como se fosse um dado
Num jogo de sorte
Jogo de morte

Ah esse povo
Que faz tudo pra ter o seu lugar ao sol
Misturam as melhores cores
As cores do seu coração
Verde, amarelo: um tanto singelo!
Branco, azul-anil: nação assim nunca se viu!

Incrível não resultar
Em “ordem e progresso”
Apenas bandeira
Grande ilusão
Que nem passava no sonho da gente

Ah mas esse povo que espera
E nunca se cansa
Apesar de toda a quimera
Que à todos alcança

Um novo quadro surgirá
Com muita fé e esperança:
Que são os novos tons: Brasileirar!

À começar por mim
Por você
À começar por nós
Brasileiros!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Perspectivas

Uma segunda após a outra. É quando, mesmo que não esteja querendo muito, repensar valores, buscar a inspiração prá não pirar e conseguir um respirar mais límpido e um renovar de forças. Os desafios surgem e são diários. O incerto ocupa a mente, por instantes de incerteza sou levado por essa trilha do (des)equilíbrio... O desafio na verdade de buscar o norte na vontade inconfundível e perfeita de Deus. Buscar novas perspectivas n'Ele que é fonte de todas as bênçãos. Mas o corpo guerreia contra a mente, alma e espírito. Oscilação. Devagação. Padecimento. "...porque estás abatida oh minh'alma, porque te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, à Ele meu auxílio, e Deus meu"

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Meu Alvo

O Bomilcar, como sempre acertando em cheio...
Nelson Bomilcar
sonsdocoracao

Adoração não é música necessariamente e nem carreira artística bem sucedida. É estilo de vida com valores do reino,vida e justiça do Rei.